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08 de julho de 2020 Consumerização da medicina: como aproveitar essa tendência?

Entre os muitos benefícios e facilidades o que a revolução tecnológica proporcionou está o protagonismo das pessoas, pois agora elas têm muito mais controle de suas próprias vidas. Diante desse cenário de proatividade e autonomia, uma nova tendência surge: a consumerização.

Essa prática consiste no uso de recursos tecnológicos de uma forma muito mais ampla no dia a dia, inclusive envolvendo o trabalho e a saúde. São muitos os benefícios que podem ser alcançados pelo médico e o paciente com essa nova realidade que está se formando, apontando para o futuro da medicina.

Quer saber mais sobre esse assunto? Então, continue lendo para entender ao certo o que é a consumerização da medicina, como ela acontece, os benefícios que proporciona e os desafios que surgem com essa tendência.

O que é consumerização?

Quando a invasão tecnológica teve início, ela foi vista por muitos como uma mudança negativa. Muitas empresas, por exemplo, proibiam o uso de celulares no ambiente de trabalho, para que dispositivos como esse não gerassem distrações, prejudicando a produtividade dos profissionais.

No entanto, as inovações foram surgindo e começaram a impactar positivamente e de forma direta o dia a dia de todos. Por isso, a consumerização emerge como uma tendência que promete favorecer ainda mais os diferentes setores de atuação.

Essa prática consiste na exploração de recursos tecnológicos, entre equipamentos, aplicativos e softwares, para além do uso pessoal. Assim, eles estão presentes de forma ativa no âmbito profissional e também na saúde, facilitando a interação, troca de dados, informações, a comunicação e a acessibilidade.

A consumerização visa explorar todas as possibilidades oferecidas pela tecnologia, a fim de alcançar resultados benéficos. Então, em vez de tentar inutilmente inibir a invasão tecnológica, essa tendência a utiliza como forma de alcançar mais agilidade, engajamento, produtividade e crescimento, sendo um diferencial competitivo no âmbito corporativo.

Como acontece a consumerização da medicina?

A área de medicina também pode ser aprimorada por meio da consumerização. Nesse caso, consiste em explorar os recursos tecnológicos para favorecer diagnósticos, tratamentos e promover o acompanhamento da saúde dos pacientes.

Essa não é uma realidade muito distante, pois as pessoas já utilizam a tecnologia em seu dia a dia nesse sentido. É o caso dos relógios inteligentes que monitoram a frequência cardíaca, os aplicativos de corrida, celulares que disponibilizam ficha médica para emergências, programas para monitorar o tratamento e a administração de medicamentos, entre outros.

Além disso, envolve a inteligência artificial (IA), integrando equipamentos que os próprios médicos utilizam. Por meio da IoMT (internet das coisas na medicina) é feito o monitoramento eletrônico de pacientes, podem ser utilizadas bombas de infusão de medicamentos, controladas por meio de uma rede wi-fi e utilizando transmissores de telemetria.

A utilização de aplicativos médicos também promove a interação mais próxima entre paciente e profissional, além de facilitar a troca de informações e o monitoramento remoto dos pacientes, inclusive possibilitando que eles sejam mais proativos no cuidado com a sua própria saúde.

Essa é uma tendência muito valorosa para formar uma parceria mais eficaz entre os dois personagens. Afinal, é importante uma atuação conjunta do profissional e do paciente para que o tratamento se estenda além das consultas e a troca de informações aconteça constantemente. Assim, mesmo distante o médico acompanha de perto tudo o que acontece.

Quais são as vantagens e benefícios dessa tendência?

Como você pôde ver, a consumerização é uma tendência que aponta para o futuro da medicina e a saúde 4.0. Ela tira o paciente de uma posição reativa, permitindo uma postura autônoma e proativa, onde ele se torna protagonista nos cuidados com sua saúde, atuando junto ao médico para alcançar tratamentos mais eficazes.

De toda forma, a consumerização da medicina também permite uma integração maior entre os diferentes setores da clínica, com laboratórios, outros profissionais e parceiros. Tudo isso aumenta a eficiência, a produtividade, melhora a qualidade do atendimento e traz mais credibilidade. Veja a seguir outros benefícios e vantagens que podem ser alcançados.

Maior engajamento do paciente com a saúde

Quando o paciente é colocado em uma posição passiva no cuidado com a sua saúde, ele não se sente tão responsável por ela quanto deveria. Isso muda quando utilizamos recursos tecnológicos para ele acompanhar a sua evolução e atuar em parceria com o médico. Há um melhor engajamento e comprometimento, pois ele participa de forma ativa.

Integração de dados

Como a consumerização da medicina também explora a inteligência artificial e a internet das coisas, há uma integração de dados, centralizando e cruzando informações. Com isso, as atualizações são mais dinâmicas e ficam disponíveis para diferentes usuários, o que favorece a comunicação e as decisões.

Acessibilidade

Essa integração também torna os dados e informações muito mais acessíveis para todos os interessados ou envolvidos. Isso porque eles estão armazenados em meio digital, então, podem ser consultados remotamente, bem como compartilhados, promovendo ganho de tempo.

Diagnóstico e tratamento facilitados e mais eficientes

Como são utilizados equipamentos e recursos do dia a dia que monitoram o paciente, é possível acompanhá-lo em diferentes momentos e situações, analisando o comportamento do organismo. Assim, o diagnóstico médico é facilitado, agilizando o início do tratamento, que também é mais acertado e eficaz, por ser personalizado. O mesmo acontece quando pensamos na dinâmica do recebimento de informações dos laboratórios.

Como superar os desafios da consumerização?

Embora a consumerização da medicina facilite o acompanhamento do paciente, aumente a precisão do diagnóstico médico, traga mais produtividade, integração entre outros benefícios, também existem alguns desafios que precisam ser vencidos durante esse processo.

Um deles é promover a educação do paciente, para que ele seja instruído sobre como utilizar esses recursos da melhor forma, e a fim de dominar essa tecnologia. É uma etapa fácil de vencer, porque as pessoas estão se adaptando cada vez mais aos recursos tecnológicos e os incorporando em sua rotina.

Os desafios maiores são a segurança das informações e a adequação das práticas às leis de proteção de dados. É importante se informar sobre isso, bem como procurar profissionais e empresas especializadas para darem suporte nesse sentido.

A consumerização da medicina precisa acontecer em parceria com a área de TI, para que as melhores soluções sejam aplicadas para realidade de cada clínica, promovendo um melhor aproveitamento dos dados e das informações. Assim, serão alcançados apenas benefícios e vantagens, dando um grande salto em direção ao futuro.



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